Oficina “Um Dia de Paleontólogo” encanta alunos da rede municipal de Itaboraí

Oficina “Um Dia de Paleontólogo” encanta alunos da rede municipal de Itaboraí
Foto: Prefeitura de Itaboraí/ Parque Natural Municipal Paleontológico São José de Itaboraí recebe estudantes da E.M.Prof. Maria Cristina Soares Fróes para uma experiência educativa e interativa em contato com a natureza

Os alunos do 3º ano da Escola Municipal Professora Maria Cristina Soares Fróes viveram uma tarde de descobertas nesta segunda-feira (08/06), durante a oficina “Um Dia de Paleontólogo”, realizada no Parque Natural Municipal Paleontológico São José de Itaboraí. A atividade foi promovida pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo em parceria com a Secretaria Municipal de Educação e proporcionou aos estudantes uma imersão no universo da paleontologia, unindo aprendizado, lazer e contato com a natureza.

Durante a programação da oficina, as crianças seguiram uma trilha pelo parque até chegarem à área de escavação simulada. No local, utilizaram mini pás, pincéis e martelinhos, instrumentos semelhantes aos utilizados em pesquisas paleontológicas  para realizar buscas por fósseis em uma atividade lúdica e educativa. A experiência foi acompanhada pela equipe técnica do parque, que orientou os alunos sobre as técnicas de escavação e a importância da preservação do patrimônio histórico.

A secretária municipal de Meio Ambiente e Urbanismo, Alyne Saldanha, destacou a importância das ações de educação ambiental realizadas fora do ambiente escolar.

“Nas escolas ensinamos a importância de cuidar do meio ambiente e como a natureza impacta diretamente nossas vidas. Mas, quando as crianças vivenciam essas experiências ao ar livre, conseguem compreender na prática o valor da preservação ambiental. Além disso, ao trazê-las para um espaço tão rico em história e ciência, também apresentamos novas possibilidades profissionais e despertamos vocações. Quem sabe não estamos diante de futuros paleontólogos?”, afirmou a secretária.

Ao longo da oficina, os 22 estudantes participantes encontraram, juntos, 57 fósseis distribuídos na área preparada para a atividade, despertando a curiosidade científica e o interesse pela história natural da região.

O Parque Natural Municipal Paleontológico São José de Itaboraí é considerado um dos mais importantes sítios paleontológicos do Brasil. A área abriga a antiga Bacia de São José de Itaboraí, reconhecida internacionalmente por seus fósseis datados de aproximadamente 58 milhões de anos, pertencentes ao período Paleoceno.

O paleontólogo, gestor do parque Luis Otávio, responsável pela atividade, destacou a importância dessas atividades tanto para os alunos quanto para o público geral.

“Esse tipo de atividade imersa na natureza e na história da humanidade e principalmente da nossa cidade, trás sonhos a realidade e transforma uma atividade “escolar”, em algo realmente significativo para essas crianças. Elas se divertiram muito encontrando os fósseis, ajudaram umas às outras, e juntas aprenderam na prática o que um paleontólogo faz”, destacou Luis Otávio.  

As pesquisas realizadas no local contribuíram significativamente para o conhecimento sobre a fauna que habitou a América do Sul após a extinção dos dinossauros. Entre os achados estão fósseis de mamíferos primitivos, répteis, aves, moluscos e plantas, tornando o parque uma referência para estudos científicos e atividades de educação ambiental.

Além de preservar um importante patrimônio geológico e paleontológico, o espaço promove visitas guiadas, oficinas educativas e ações voltadas à conscientização ambiental, aproximando a população da ciência e incentivando a valorização da história natural de Itaboraí.

A estudante Lívia Corrêa, de 9 anos, contou como foi sua primeira experiência encontrando fósseis.

“Eu já conhecia o parque, venho aqui com os meus pais sempre. Mas foi muito divertido estar aqui com meus colegas de turma. Eu encontrei cinco fósseis e foi muito legal”, afirmou a estudante do 3º ano.

A oficina “Um Dia de Paleontólogo” reforça o compromisso do município com a educação ambiental e a divulgação científica, proporcionando aos estudantes experiências que estimulam a curiosidade, o conhecimento e o respeito pelo patrimônio natural da cidade.