CDL Niterói reúne empresários e Polícia Militar para debater segurança pública
A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Niterói promoveu, na manhã desta sexta-feira (24), um encontro entre representantes da entidade, empresários de diferentes segmentos da cidade e o Comandante do 12ºBPM, o Coronel Julío César para discutir os desafios da segurança pública na cidade.
Estiveram presentes o Presidente do Conselho Superior da CDL Niterói, Joaquim Pinto; o Presidente Luiz Vieira e a vice, Helena Falcão; os diretores e conselheiros da entidade, Omarinho Neiva, Jorge Gentile, Manoel Alves, Rogério Rosetti e Roberto Rocha e empresários de diferentes segmentos da cidade, que aproveitaram o espaço para apresentar demandas, sugestões e preocupações relacionadas à segurança no município.
Durante a abertura do encontro, Luiz Vieira destacou que a iniciativa reforça o papel institucional da CDL como representante do setor produtivo e entidade parceira das forças de segurança. “Não é apenas uma reunião para cobrar ações, mas para entender de que forma a CDL pode contribuir. Deixamos claro que esta casa está à disposição da Polícia Militar. Também encaminhamos à Federação, em Brasília, uma solicitação para que seja debatida a necessidade de mudanças na legislação, embora saibamos que este é um ano eleitoral e isso possa trazer outras implicações. Em Niterói, nossa maior preocupação continua sendo a madrugada, período em que ocorrem a maior parte dos arrombamentos e furtos. Sabemos que é uma situação complexa, mas não podemos permanecer passivos diante desse cenário”, afirmou.
Ao longo da reunião, os empresários relataram casos de furtos, arrombamentos e episódios que aumentam a sensação de insegurança. Entre os temas levantados estiveram as principais dificuldades enfrentadas pelo batalhão responsável pelo policiamento em Niterói, a necessidade de reforço nas blitzes e abordagens policiais, a atuação diante de crimes de menor potencial ofensivo e os desafios envolvendo usuários de drogas e pessoas em situação de rua.
O presidente do Conselho Superior da CDL Niterói, Joaquim Pinto, reforçou a importância da aproximação permanente entre a entidade e as forças de segurança, destacando que a discussão também passa pela necessidade de aperfeiçoamento da legislação.
“O grande problema não é a falta de policiamento, mas a fragilidade das leis. Muitos criminosos reincidentes, com extensa ficha criminal, são presos em flagrante e acabam sendo liberados rapidamente, muitas vezes antes mesmo de a vítima concluir o registro da ocorrência na delegacia. Isso cria um efeito de impunidade que precisa ser enfrentado. Será que alguém precisa perder a vida em um crime mais grave para que esses criminosos permaneçam presos?”, questionou.
Outro tema levado ao debate foi a situação dos decks de bares nas proximidades da Rua Geraldo Martins, em Icaraí. Segundo relatos apresentados durante o encontro, moradores têm denunciado o consumo de drogas e a prática de atos obscenos no local, fatores que comprometem a sensação de segurança da região. Além dos altos custos com IPTU, foi destacado que a insegurança também contribui para o aumento das despesas condominiais, impactando diretamente moradores e comerciantes.
O Coronel Júlio César participou das demandas e garantiu que Niterói segue avançando no quesito segurança. “Segurança Pública é uma arte e complexa dentro de um sistema criminal. Temos princípios básicos de trabalho, mas ouvir é uma parte importante para qualquer tomada de decisão. Estamos trabalhando numa sinergia muito boa com os gabinetes de gestão integrada e assim, um cobre a deficiência que possa haver no outro e ninguém faz nada sozinho, pois o crime é um problema social em que a gente controla, mas não zera”, disse o comandante.
O coronel afirmou que a implementação das tecnologias na cidade foram um fator positivo no auxílio das polícias no reconhecimento de criminosos, assim como o estado também investiu nas câmeras corporais e das viaturas. “Acredito que o investimento em tecnologias para o monitoramento pode ser uma forma do empresariado somar com as polícias. As evidências das imagens ajudam a fundamentar uma prisão nas delegacias e esses encontros nos ajudam a enxergar outras incidências que os números frios não nos mostram”, finalizou.
