Primeiro Conleste Inclusivo cria Câmara Técnica para fortalecer políticas de inclusão e acessibilidade na região
Inclusão, acessibilidade e garantia de direitos estiveram no centro do primeiro Conleste Inclusivo, realizado nesta quinta-feira (17), no Caminho Niemeyer, em Niterói. Representantes de dez municípios do Leste Fluminense reuniram-se com pessoas com deficiência, famílias, especialistas e instituições para trocar experiências e debater temas como saúde, educação, trabalho, mobilidade, cultura, esporte e participação social.
A programação também marcou a formação da Câmara Técnica de Inclusão e Acessibilidade do Conleste, formalizada com a assinatura de um documento durante o evento. O colegiado foi criado para integrar as políticas públicas de acessibilidade, inclusão social e cidadania entre os municípios consorciados e vai reunir poder público, instituições, universidades, empresas e conselhos no planejamento e na execução conjunta de ações regionais.
A iniciativa amplia a estrutura de câmaras técnicas do Conleste, que já conta com espaços voltados a áreas como Turismo, Agricultura e Ciência, Tecnologia e Inovação.
“A ideia é juntar o poder público, os estudiosos, as instituições, a academia, as empresas e os conselhos para que a gente possa fazer um trabalho de planejamento e execução juntos. Às vezes, estamos muito perto e um município não sabe o que o outro está fazendo. Não tem muito sentido trabalharmos sozinhos”, afirmou Marina Esteves, diretora-geral do Conleste.
Ao longo do dia, representantes de Niterói, São Gonçalo, Maricá, Itaboraí, Magé, Tanguá, Guapimirim, Cachoeiras de Macacu, Casimiro de Abreu e Silva Jardim participaram dos debates e atividades. Juntas, as dez cidades somam mais de 2,2 milhões de habitantes.
A abertura contou com apresentações da Orquestra Filarmônica do Instituto dos Sonhos e do Grupo de Dança Corpo em Movimento. Participaram do dispositivo a diretora-geral do Conleste, Marina Esteves; a coordenadora nacional de Articulação e Participação Social do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, Priscila Nogueira Araújo; a superintendente de Ações para Pessoas com Deficiência, Célia Oliveira, representando a Secretaria de Estado da Mulher e de Políticas Inclusivas; Charles de Souza, da Comissão da Pessoa com Deficiência da Alerj; o gerente-geral de Operações da Firjan, Anderson Carollo; e a coordenadora de Acessibilidade de Niterói, Camila Rodrigues.
“Falar de inclusão e acessibilidade é falar de compromisso, responsabilidade e, principalmente, de construção coletiva. Reunir os municípios permite compartilhar experiências, fortalecer políticas públicas e buscar caminhos que façam diferença de verdade na vida das pessoas com deficiência. É uma oportunidade de compartilhar o que temos construído em Niterói, aprender com outros municípios e fortalecer, juntos, uma região cada vez mais inclusiva e acessível”, afirmou Camila Rodrigues, coordenadora de Acessibilidade da Prefeitura de Niterói.Programação reuniu cultura, esporte e inclusão
Ao longo do dia, o Caminho Niemeyer recebeu uma programação que combinou troca de experiências, serviços, cultura, esporte e iniciativas voltadas à autonomia e à garantia de direitos. Nos estandes, o público pôde conhecer projetos ligados à reabilitação, tecnologia assistiva, geração de renda, inserção no mercado de trabalho, esporte e cultura.
A Feira de Mães Atípicas, com 17 barracas, reuniu mulheres que transformaram a experiência do cuidado em empreendedorismo e mobilização. A programação também teve experiências sensoriais, capoeira inclusiva com o Abadá-Capoeira e o lançamento dos livros de Carol Reis e do Mestre Trinca Ferro. O esporte paralímpico também esteve presente com a participação do atleta paralímpico Anderson Lopes e de João Batista Carvalho e Silva, presidente do Comitê Brasileiro de Clubes Paralímpicos (CBCP).
Durante o encontro, Tânia Rodrigues também foi homenageada por sua trajetória e atuação em defesa dos direitos das pessoas com deficiência. O encerramento ficou por conta de um brunch sensorial, e pela apresentação do saxofonista Luis Gustavo Rodrigues Teixeira.

