Família pede ajuda para garantir exame e transferência de paciente internada em hospital estadual de Niterói
A família de Claudia de Assis Borrel, de 52 anos, vive dias de angústia enquanto aguarda uma transferência para uma unidade hospitalar que disponha de ressonância magnética. Internada desde a última quinta-feira (25) no Hospital Estadual Azevedo Lima, em Niterói, ela precisa realizar o exame para que os médicos possam confirmar ou descartar a suspeita de um tumor no pâncreas.
De acordo com a filha, Karolini Silveira, de 27 anos, Claudia procurou atendimento após apresentar um quadro grave, com fortes dores abdominais e nas costas, febre alta, vômitos com secreção amarelada, pele e olhos amarelados, urina escura, fezes claras e intenso mal-estar.
Após os primeiros exames, a equipe médica identificou indícios que levantaram a hipótese de um tumor pancreático. No entanto, a definição do diagnóstico depende da realização de uma ressonância magnética, exame que, segundo a família, não está disponível na unidade onde ela permanece internada.
Diante da situação, os familiares tentam uma vaga para o Hospital Universitário Antônio Pedro, em Niterói, onde o procedimento poderia ser realizado. Entretanto, afirmam que receberam a informação de que a regulação prevê a transferência apenas para o Hospital Estadual Alberto Torres, em São Gonçalo.
O problema, segundo a família, é que o equipamento de ressonância do Hospital Alberto Torres estaria fora de funcionamento, sem previsão para voltar a operar, o que impediria a realização do exame mesmo após a transferência.
Além da preocupação com a demora para definir o diagnóstico, os parentes relatam dificuldades para obter informações sobre a evolução clínica da paciente. Como Claudia não tem direito a acompanhante permanente, os familiares dizem que o contato com a equipe médica ocorre apenas durante os horários de visita, nem sempre sendo possível esclarecer dúvidas sobre seu estado de saúde.
Segundo Karolini, uma médica informou que, caso a suspeita seja confirmada, existe a possibilidade de o tumor ser maligno em razão da região onde está localizado. Para a família, cada dia de espera representa atraso no início do tratamento adequado.
Apesar da apreensão, os familiares fazem questão de destacar o empenho dos profissionais do Hospital Estadual Azevedo Lima.
“Reconhecemos e agradecemos todo o atendimento que ela vem recebendo da equipe médica e de enfermagem. Nosso apelo não é contra os profissionais, mas para que ela consiga ser encaminhada o mais rápido possível para uma unidade que tenha condições de realizar a ressonância magnética e dar continuidade ao tratamento”, afirmou a filha.
O caso foi encaminhado à Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro. Até o momento da publicação desta reportagem, a pasta ainda não havia se manifestado sobre a solicitação de transferência e a situação apresentada pela família.

