“Coronel” Um dos criminosos mais procurados do Rio é preso dentro do Hospital Ronaldo Gazolla
Bruno da Silva Loureiro, conhecido pelo apelido de “Coronel” e apontado pela polícia como uma das principais lideranças do tráfico de drogas na Favela do Muquiço, foi preso na noite desta segunda-feira (22) no Hospital de Acari, na Zona Norte do Rio de Janeiro.
De acordo com a Polícia Militar, a prisão foi realizada após um trabalho de inteligência da Subsecretaria de Inteligência (SSI), que identificou que o suspeito passaria por um procedimento cirúrgico na unidade de saúde.
Com a informação, policiais montaram uma operação no hospital. A sala onde a cirurgia era realizada foi monitorada e cercada por equipes da inteligência, com apoio de agentes do 41º BPM, que garantiram a segurança da ação até o cumprimento do mandado de prisão.
Segundo as investigações, Coronel é ligado à facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP) e exercia a função de chefe do tráfico de drogas na comunidade do Muquiço. Até o ano passado, ele acumulava 12 mandados de prisão em aberto por crimes como organização criminosa, homicídio qualificado e associação para o tráfico de drogas.
A Polícia Civil também o aponta como investigado em diversos inquéritos por homicídios, ameaças a moradores da comunidade, porte ilegal de arma de fogo e participação em atividades ligadas ao tráfico.
Ainda de acordo com as investigações, Bruno da Silva Loureiro é suspeito de ordenar o desaparecimento de vítimas e a ocultação de cadáveres em áreas sob domínio da facção criminosa.
Em um dos casos atribuídos ao traficante, familiares de uma jovem assassinada afirmaram que ela teria sido morta após recusar um convite para deixar um baile acompanhado do criminoso. O corpo da vítima teria sido abandonado desfigurado em frente à residência de sua mãe.
As investigações também relacionam Coronel ao ataque contra militares do Exército Brasileiro ocorrido em 2019, quando duas viaturas blindadas foram alvejadas por criminosos na região. Conforme apurado pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), a ação teria sido ordenada pelo traficante.
Após a prisão, o suspeito foi encaminhado às autoridades competentes e permanecerá à disposição da Justiça.

