Polícia Civil conclui que PM agiu em legítima defesa putativa em ação no Santo Amaro

Polícia Civil conclui que PM agiu em legítima defesa putativa em ação no Santo Amaro
Redação: Factho Jornalismo | Foto: Rede Social

PM não será responsabilizado pela morte de jovem no Santo Amaro, conclui investigação

A Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) concluiu o inquérito sobre a operação do Bope no Morro Santo Amaro, no Catete, Zona Sul do Rio, que resultou na morte do office-boy Herus Guimarães Mendes da Conceição, em junho deste ano. Segundo o relatório, o policial acusado de efetuar o disparo agiu em legítima defesa putativa — quando o agente acredita estar em situação de risco, embora a ameaça não exista de fato.

De acordo com a Polícia Civil, laudos periciais e imagens de câmeras corporais comprovaram que não houve excesso ou ilegalidade na conduta policial. A investigação apontou que o militar reagiu em meio a um cenário de tiros, correria e ataque de traficantes com armamento pesado. O caso foi encaminhado ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).

Na ocasião, a comunidade recebia um encontro de quadrilhas juninas, com a presença de crianças, quando os disparos começaram. Além da morte de Herus, outras cinco pessoas ficaram feridas.

Dois dias após a tragédia, o governador Cláudio Castro exonerou os coronéis Aristheu de Góes Lopes (Bope) e André Luiz de Souza Batista (COE) e afastou preventivamente os policiais envolvidos até a conclusão das investigações.

Paralelamente, a Polícia Militar instaurou um inquérito interno que já indiciou dois agentes da corporação.