Vereadores do PL promovem ato em Niterói contra prisão domiciliar de Jair Bolsonaro

Vereadores do PL promovem ato em Niterói contra prisão domiciliar de Jair Bolsonaro
Redação: Factho Jornalismo | Foto: Factho Jornalismo | Ato em Niterói reúne parlamentares e apoiadores contra decisão do STF sobre Bolsonaro

Niterói, 5 de agosto de 2025 — Vereadores do Partido Liberal (PL) realizaram, na tarde desta terça-feira (5), um ato público em frente à Câmara Municipal de Niterói em protesto contra a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro.

A manifestação reuniu cerca de 130 pessoas, convocadas em menos de 12 horas. Com faixas, bandeiras e palavras de ordem como “Fora Lula” e “Fora Alexandre de Moraes”, os manifestantes denunciaram o que consideram um ato de perseguição política e afronta às garantias constitucionais.

Participaram do ato os vereadores Fernanda Louback, Allan Lyra e Eduardo Paiva, que classificaram a decisão como arbitrária e ilegal. Segundo os parlamentares, a medida imposta a Bolsonaro — que prevê isolamento total, sem acesso a redes sociais, telefone ou visitas não autorizadas — é desproporcional e viola o Estado de Direito.

A prisão domiciliar foi decretada após a divulgação de um vídeo, nas redes sociais do senador Flávio Bolsonaro, em que o ex-presidente aparece saudando apoiadores durante um ato público em Copacabana. Para o ministro Alexandre de Moraes, a gravação configuraria descumprimento de medidas cautelares e tentativa de articulação política, o que justificaria a nova decisão judicial.

Durante o protesto, a vereadora Fernanda Louback fez críticas contundentes ao STF e lembrou o caso de Clériston Pereira da Cunha, o “Clezão”, preso após os atos de 8 de janeiro e morto na prisão, mesmo com recomendação da PGR por sua soltura devido ao estado de saúde. “Negaram a ele o direito à vida. Agora tentam calar Bolsonaro com as mesmas práticas autoritárias”, afirmou.

O vereador Allan Lyra citou casos emblemáticos, como o do jornalista Allan dos Santos, que vive fora do país com mandado de prisão decretado, e mencionou os impactos familiares das medidas judiciais. “Destruíram famílias, isolaram cidadãos, e agora tentam transformar Bolsonaro em prisioneiro político. Isso não é democracia, é perseguição.”

Já o vereador Eduardo Paiva chamou atenção para o que considera uma concentração excessiva de poder no STF. “Nenhuma sentença, nenhum julgamento. Apenas ordens autoritárias. Isso fere os pilares do Estado Democrático de Direito”, disse.

Os parlamentares também citaram a situação do ex-deputado Daniel Silveira, preso mesmo com laudos médicos apontando necessidade de tratamento fora da prisão. Segundo relatos de seu advogado, Silveira estaria incomunicável há dois dias.

O ato foi encerrado com um apelo à mobilização popular e à resistência cívica. “Coragem é o que resta quando o sistema se volta contra os cidadãos”, concluiu Fernanda Louback.