Complexo Hospitalar Alberto Torres forma 45 profissionais em Libras para atendimento mais inclusivo

Complexo Hospitalar Alberto Torres forma 45 profissionais em Libras para atendimento mais inclusivo
Redação: Factho Jornalismo | Foto: Factho Jornalismo

Com a proposta de ampliar a inclusão no atendimento hospitalar e garantir acolhimento adequado a pacientes surdos ou com deficiência auditiva, o Complexo Hospitalar Estadual Alberto Torres concluiu a formação de mais 45 profissionais no curso de Libras (Língua Brasileira de Sinais).

Participaram da capacitação servidores do Hospital Estadual Alberto Torres (HEAT), em São Gonçalo, do Hospital João Batista Cáffaro, em Itaboraí, e da UPA do Colubandê, também em São Gonçalo. Entre os formandos estão médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, maqueiros, assistentes sociais, psicólogos, fisioterapeutas e recepcionistas — todos agora aptos a se comunicar com pacientes surdos por meio da língua de sinais.

O curso, realizado ao longo de seis meses no auditório do Núcleo de Ensino e Pesquisa (NEP), abordou aspectos da surdez, vocabulário em Libras, contextualização e prática de interpretação e reprodução da linguagem.

A iniciativa partiu da assistente social Suellen Guimarães de Oliveira, coordenadora do projeto. Segundo ela, o curso teve início em 2023 como projeto-piloto no HEAT e, diante do engajamento dos profissionais, foi estendido às demais unidades do Complexo.

— Começamos com 40 colaboradores no Alberto Torres e agora conseguimos expandir para o Cáffaro e a UPA do Colubandê. A ideia é seguir formando novas turmas. Quanto mais profissionais capacitados, melhor será o acolhimento dos pacientes que se comunicam em Libras — destacou Suellen.

A importância da capacitação já é sentida por familiares dos pacientes. A recepcionista Karen Meireles, de 34 anos, mãe de Gabriel, de 17, atendido no Centro de Trauma do HEAT após uma queda, relatou a emoção de ver o filho compreendido por meio da língua de sinais.

— Isso é acessibilidade, cidadania, humanização. O médico falou com ele em Libras sobre o tratamento. Ele ficou muito feliz, e eu também. Assim que chegamos e dissemos que ele era surdo, um profissional respondeu com um sinal. Foi um alívio, nos sentimos acolhidos — contou.

A formação em Libras faz parte de uma série de ações do Complexo para promover um atendimento mais humano, acessível e qualificado para todos os usuários do SUS.