Rodrigo Neves encontra estudantes da UFF que deram início a manifestações pró-Lula em todo o Brasil

Rodrigo Neves encontra estudantes da UFF que deram início a manifestações pró-Lula em todo o Brasil
Foto: Evelen Gouvêa/ Prefeito conversou com universitários e gravou vídeo com convite ao presidente reeleito para visitar Niterói

O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, que iniciou sua trajetória política no movimento estudantil e é formado em Ciências Sociais pela Universidade Federal Fluminense (UFF), se encontrou nesta quarta-feira (28), em Icaraí, com estudantes da instituição que deram início a onda de manifestações em apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva, que ganhou repercussão nacional. Em clima de comemoração pela reeleição do presidente, o prefeito conversou com os jovens sobre a mobilização que começou em Niterói, no dia 5 de outubro, e se espalhou por diferentes estados brasileiros.

No encontro, que contou com a participação do coordenador municipal da Juventude, João Pedro Boechat e dos estudantes João Paulo Pimenta Armando e Matheus José Cipriano, diretores executivos do Centro Acadêmico Evaristo da Veiga (CAEV), da Faculdade de Direito da UFF, o prefeito destacou o protagonismo dos universitários, que transformaram uma iniciativa local em uma mobilização de alcance nacional.

“Tenho muito orgulho desses jovens que, aqui em Niterói, deram início a uma mobilização que ganhou força e se espalhou pelo Brasil. Eles mostraram a força da juventude, a importância da participação política e o compromisso de uma nova geração com a democracia. Ver esses estudantes assumindo esse protagonismo e fazendo a diferença em um momento tão importante da nossa história é motivo de muita alegria e esperança”, destacou Rodrigo Neves.

O prefeito pediu que os próprios estudantes deixassem uma mensagem diretamente ao presidente Lula, convidando-o a visitar Niterói e conhecer de perto os jovens que participaram do movimento. João Paulo Pimenta Armando destacou os valores que motivaram a participação dos universitários na campanha.

“Presidente, a gente está esperando você aqui. A gente lutou pela sua eleição porque você representa o que a gente defende: o Estado Democrático de Direito, a educação pública e a saúde pública. A gente vai receber você com muita alegria”, afirmou.

Matheus José Cipriano também comemorou o resultado das eleições e reforçou o convite.

“Presidente Lula, estamos muito felizes com a sua eleição. Lutamos pela sua eleição. Nós estamos aqui esperando a sua visita. Grande abraço! Viva Lula!”, disse o estudante.

A mobilização começou no dia 5 de outubro, um dia após o primeiro turno das eleições presidenciais. Organizados pelo CAEV e por outras entidades acadêmicas, os estudantes saíram do campus do Gragoatá e percorreram ruas do Ingá e de Icaraí, reunindo universitários, professores e moradores em atos em defesa da democracia, da educação pública e da candidatura de Lula.

O movimento ganhou força nas redes sociais e inspirou novas manifestações em universidades de diferentes regiões do país. Uma agenda divulgada por entidades estudantis chegou a reunir mais de 40 atividades, entre assembleias, plenárias e manifestações, em 14 estados e no Distrito Federal.

A iniciativa ganhou um significado especial após a vitória de Lula no segundo turno, realizado no último domingo (25), com 51,79% dos votos válidos.

Para o coordenador municipal da Juventude, João Pedro Boechat, que também participou do movimento estudantil da UFF e esteve à frente de mobilizações em 2018, o resultado teve um significado especial.

“É um orgulho enorme ver essa nova geração fazendo história. Em 2018, liderei um movimento que também ganhou repercussão nacional, mas naquela época não conseguimos o resultado que esperávamos nas urnas. Agora a história teve um final diferente. Acompanhamos de perto as manifestações e ajudamos na articulação para que os estudantes pudessem realizar os atos com organização e segurança. Ver uma mobilização que começou em Niterói ganhar o Brasil e chegar a esse resultado é emocionante”, ressaltou Boechat.

Do movimento estudantil à Prefeitura: uma história de diálogo com a juventude

A ligação de Rodrigo Neves com o movimento estudantil começou muito antes de sua chegada à Prefeitura de Niterói. Ainda adolescente, no início da década de 1990, participou da União Niteroiense de Estudantes Secundaristas (UNES), onde defendeu bandeiras como a gratuidade no transporte público para estudantes. Também integrou o movimento dos caras-pintadas, que marcou as manifestações pelo impeachment do então presidente Fernando Collor, em 1992.

Foi nesse período de militância que conheceu Fernanda Neves, hoje primeira-dama de Niterói, que também participou do movimento estudantil e se formou em Pedagogia pela UFF. Em setembro de 1993, Rodrigo assumiu a coordenação-geral da UNES, mantendo sua atuação nas discussões sobre educação, transporte e participação política.

A relação com os movimentos estudantis continuou após sua chegada à Prefeitura, em 2013. Em junho daquele ano, em meio às manifestações que tomaram as ruas de diversas cidades brasileiras, Rodrigo recebeu cerca de 30 representantes de movimentos sociais, sindicatos e entidades estudantis, entre eles integrantes do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFF. Durante a reunião, ouviu reivindicações sobre transporte, participação popular e transparência.

Dois meses depois, em agosto de 2013, protagonizou uma cena que chamou a atenção da imprensa. Ao encontrar um grupo de jovens manifestantes acampados em frente ao prédio onde morava, em Santa Rosa, o prefeito se sentou no chão para conversar com eles. Os jovens, que haviam participado da ocupação da Câmara Municipal, apresentaram reivindicações relacionadas a transporte, habitação e projetos da administração municipal.

O diálogo com a juventude também marcou outros momentos de sua trajetória. Em outubro de 2016, Rodrigo assinou, durante um encontro no Gragoatá com mais de cem jovens, uma carta de compromissos com 43 propostas envolvendo educação, mobilidade, segurança, cultura, esporte e participação social.

Em outubro de 2019, voltou a receber lideranças estudantis da UFF e representantes da União Nacional dos Estudantes (UNE) em seu gabinete. Na ocasião, foram discutidas propostas para a implantação do meio passe universitário no transporte municipal e a recuperação da sede do DCE da universidade.

Mais recentemente, em abril de 2025, Rodrigo reuniu representantes do movimento estudantil, dirigentes universitários e autoridades municipais para sancionar a lei de criação do Programa Aluguel Universitário, voltado à permanência de estudantes do ensino superior em Niterói.

Aluguel Universitário terá mais mil vagas em novembro

A Prefeitura de Niterói vai abrir, em novembro, mil novas vagas para o Programa Aluguel Universitário, que oferece auxílio-moradia mensal de R$ 700 a estudantes de graduação e pós-graduação. A iniciativa já beneficia cerca de 1,8 mil universitários e chega ao seu quarto edital desde a criação do programa, em 2025, ampliando o apoio à permanência estudantil e incentivando a ocupação residencial do Centro da cidade. Com o preenchimento das novas vagas e a manutenção dos atuais beneficiários, o programa poderá alcançar quase 3 mil estudantes.

Criado em 2025, o Aluguel Universitário tem como objetivo reduzir as dificuldades financeiras enfrentadas pelos estudantes para permanecer no ensino superior, ao mesmo tempo em que estimula a moradia em uma região que concentra instituições de ensino, comércio, serviços e opções de transporte público.

O programa é destinado a estudantes de instituições públicas e privadas de ensino superior localizadas em Niterói. Para participar, é necessário ter mais de 18 anos, matrícula ativa em curso presencial de graduação ou pós-graduação, renda familiar de até três salários mínimos e inscrição atualizada no Cadastro Único (CadÚnico), além de atender aos demais requisitos do edital.

Ao incentivar a presença de universitários no Centro e em trechos de São Domingos e São Lourenço, a Prefeitura também busca estimular a movimentação da economia local e contribuir para a revitalização da região central.