Outubro Verde faz alerta para riscos da sífilis congênita

Outubro Verde faz alerta para riscos da sífilis congênita
Foto: Prefeitura Municipal de São Gonçalo/ Secretaria de Saúde reforça importância para que gestantes façam testes

A campanha Outubro Verde chama a atenção para a importância da prevenção, do diagnóstico e do tratamento da sífilis e da sífilis congênita (aquela que passa da mãe para o bebê). As gestantes devem realizar o teste para detectar a sífilis no primeiro e terceiro trimestres da gravidez. O tratamento adequado evita que a doença seja transmitida para o bebê. Por isso, a Secretaria de Saúde da Prefeitura de São Gonçalo reforça a orientação para que as gestantes realizem o acompanhamento pré-natal.

A sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) causada pela bactéria Treponema pallidum. Quando a infecção ocorre durante a gestação e não é identificada e tratada adequadamente, pode ser transmitida da mãe para o bebê, provocando a chamada sífilis congênita. A única forma de prevenir a infecção é com o uso do preservativo, já que a mesma é contraída, principalmente, através de contato sexual.

“A testagem faz parte da rotina do pré-natal e pode ser realizada de forma rápida e gratuita na rede pública de saúde. O exame permite identificar a infecção mesmo quando a gestante não apresenta sintomas, possibilitando o início do tratamento e reduzindo os riscos de transmissão para o bebê. Tratando no início, há a possibilidade do bebê nascer sadio e evita a possibilidade do aborto ou o parto prematuro”, explicou a coordenadora do Programa das Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs)/Aids e Hepatites Virais da Secretaria Municipal de Saúde e Defesa Civil de São Gonçalo (Semsadc), Monique Gonzalez.

A recomendação é que a gestante faça o teste no primeiro trimestre e repita a testagem no terceiro trimestre. No entanto, o acompanhamento deve ser mantido durante toda a gestação, mesmo quando o primeiro resultado for negativo, já que a infecção pode ocorrer posteriormente.

Além da gestante, o parceiro sexual também deve ser testado e, quando necessário, tratado. A avaliação e o tratamento adequado do parceiro ajudam a evitar a reinfecção da gestante e contribuem para interromper a cadeia de transmissão da doença.

“A sífilis tem tratamento e cura. A gestante não deve interromper o tratamento por conta própria. Manter o pré-natal em dia, realizar os exames solicitados e buscar atendimento diante de qualquer dúvida são atitudes essenciais para uma gestação mais segura”, concluiu Monique.

Durante todo o ano, a coordenação oferece o teste rápido na Policlínica Gonçalense de Referência para Doenças Crônicas e Transmissíveis, na Parada 40, ou em qualquer unidade básica de saúde (com exceção da USF Neves), que têm os testes disponíveis, sempre de segunda a sexta, das 9h às 16h. O tratamento é ofertado em 14 locais. 

Locais de tratamento:

Polo Sanitário Hélio Cruz, Alcântara

Polo Sanitário Jorge Teixeira de Lima, Jardim Catarina

Polo Sanitário Augusto Sena, Rio do Ouro

Polo Sanitário Washington Luiz Lopes, Zé Garoto

Polo Sanitário Paulo Marques Rangel, Portão do Rosa

Clínica Municipal do Barro Vermelho

Clínica Gonçalense do Mutondo

Clínica da Família Dr. Zerbini, Arsenal

Clínica Municipal Gonçalense do Colubandê

Policlínica Gonçalense de Referência para Doenças Crônicas e Transmissíveis

USF Gladys Rodrigues Ramos Freitas, Santa Isabel

USF Luiz Carlos Prestes, em Santa Catarina

USF Bento da Cruz, Porto Novo

USF Juvenil Francisco Ribeiro, Engenho Pequeno