Niterói registra nova onda de arrombamentos a bancas de jornal e comerciantes cobram mais segurança

Niterói registra nova onda de arrombamentos a bancas de jornal e comerciantes cobram mais segurança
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Estabelecimentos no Centro e em Icaraí estão entre os alvos; sequência de ocorrências provoca prejuízos e aumenta a preocupação dos jornaleiros com a falta de segurança.

A sequência de arrombamentos a bancas de jornal em Niterói tem preocupado comerciantes e reacendido o debate sobre a segurança pública no município. Nos últimos dias, estabelecimentos em diferentes pontos da cidade foram invadidos, tiveram suas estruturas danificadas e registraram o desaparecimento de mercadorias. Diante da repetição dos casos, proprietários cobram providências e reforço no policiamento para evitar novos ataques.

Um dos episódios mais recentes foi constatado na manhã de terça-feira, dia 13 de outubro, em uma banca situada na Avenida Rio Branco, esquina com a Rua Marechal Deodoro, no Centro de Niterói. A porta metálica do estabelecimento foi arrombada e produtos foram levados. Até o momento, o levantamento completo dos prejuízos financeiros ainda está em andamento.

A ocorrência não é isolada. No dia 6 de outubro, uma banca localizada na Rua Gavião Peixoto, esquina com a Rua Pereira da Silva, em Icaraí, também foi alvo de criminosos. Já no dia 12, outro estabelecimento, nas proximidades da Universidade Federal Fluminense (UFF) e do Plaza Shopping, sofreu uma invasão.

Nesse último caso, imagens de câmeras de segurança registraram dois suspeitos. O material foi encaminhado para contribuir com as investigações e auxiliar na identificação dos envolvidos.

Comerciantes relatam prejuízos e cobram reforço nas ruas

De acordo com os relatos dos proprietários, as invasões acontecem principalmente durante a madrugada, quando o movimento nas ruas diminui. Mesmo com a instalação de câmeras de vigilância e sistemas de alarme, alguns estabelecimentos continuam vulneráveis às ações criminosas.

Além das mercadorias furtadas, os comerciantes precisam arcar com os custos para recuperar portas, grades e outras partes danificadas das bancas. O fechamento temporário dos pontos de venda também compromete o faturamento e prejudica profissionais que dependem diretamente da atividade.

O empreendedor Toninho chama a atenção para os impactos econômicos provocados pelos ataques, que vão além do prejuízo imediato.

Segundo ele, quando uma banca é arrombada e precisa fechar para reparos, os profissionais ficam impossibilitados de expor e comercializar seus produtos. A situação representa perda de receita, despesas com consertos e dificuldades para manter o negócio em funcionamento.

Os comerciantes defendem a intensificação das rondas policiais, especialmente nos locais onde os casos vêm se repetindo. Entre as principais preocupações também estão os furtos de dinheiro, cigarros e equipamentos eletrônicos, produtos que figuram entre os alvos dessas ações.

Aproban aponta registros de ocorrências em 2026

A Associação dos Proprietários de Bancas de Jornais de Niterói (Aproban), presidida por Antônio Giglio, acompanha a situação e demonstra preocupação com a continuidade dos ataques.

Conforme os dados divulgados pela entidade, pelo menos seis ocorrências envolvendo estabelecimentos do setor foram registradas nos primeiros meses deste ano. A associação também informou sobre dois episódios registrados em um intervalo de 24 horas, que resultaram em danos às estruturas, subtração de mercadorias e despesas com serviços de serralheria e recuperação das bancas.

Para a categoria, a repetição dos casos evidencia a necessidade de uma resposta que contemple tanto a investigação dos crimes já registrados quanto a prevenção de novas invasões.

A Aproban orienta os proprietários atingidos a registrarem os casos junto às autoridades policiais e a encaminharem os números dos registros à associação. A medida busca reunir informações sobre as ocorrências e fortalecer as solicitações de apoio aos órgãos responsáveis pela segurança pública.

Os reflexos dos arrombamentos também alcançam outros profissionais ligados à atividade, como funcionários, distribuidores, entregadores e fornecedores. Dessa forma, os prejuízos não se restringem aos donos das bancas diretamente atingidas.

Segurança pública: quem é responsável pelo policiamento em Niterói?

Com os novos episódios, comerciantes voltam a cobrar medidas efetivas para ampliar a segurança nas ruas de Niterói, principalmente em áreas comerciais do Centro e de Icaraí.

A responsabilidade pelo policiamento ostensivo e pelas ações preventivas de segurança pública é do Governo do Estado do Rio de Janeiro, por meio da Polícia Militar. Em Niterói, o 12º BPM é a unidade responsável pelo policiamento da cidade.

A Prefeitura pode contribuir de forma complementar por meio do monitoramento urbano, das câmeras de segurança e das ações da Guarda Municipal dentro de suas atribuições. Já a investigação criminal dos furtos e arrombamentos cabe à Polícia Civil.

A reportagem procurou o 12º BPM para obter um posicionamento sobre os casos e as possíveis medidas de reforço no policiamento. Até o fechamento desta matéria, não havia resposta da unidade.

Medo de novos ataques preocupa jornaleiros

Enquanto aguardam providências, os proprietários de bancas de jornal convivem com a incerteza e o receio de que novos estabelecimentos sejam atacados. Além de comprometer o sustento dos comerciantes, os episódios prejudicam uma atividade tradicional que faz parte da rotina de diferentes bairros de Niterói.

A expectativa da categoria é que os casos sejam investigados, os responsáveis identificados e o policiamento preventivo intensificado nas áreas mais vulneráveis.

A pergunta que fica é: quais medidas serão adotadas para impedir que novas bancas de jornal sejam arrombadas em Niterói? Para os comerciantes, a necessidade de reforçar a segurança é urgente, diante dos prejuízos acumulados e da sequência de ocorrências registradas neste mês.