Um ano sem Bruno: família cobra respostas após morte de jovem durante tratamento de hemodiálise em São Gonçalo

Um ano sem Bruno: família cobra respostas após morte de jovem durante tratamento de hemodiálise em São Gonçalo

Caso completa um ano nesta terça-feira (8); família afirma que ainda aguarda respostas e responsabilização

Nesta terça-feira (8), completa um ano da morte de Bruno Rodrigues Ventura dos Santos, de 29 anos. O jovem entrou em uma clínica de hemodiálise em São Gonçalo para realizar mais uma sessão de tratamento, mas acabou deixando a unidade em uma ambulância, em estado grave, após ser contaminado por ácido peracético, segundo relatos da família.

O caso ganhou repercussão na época e foi noticiado por diversos veículos de comunicação. Um ano depois, entretanto, familiares afirmam que continuam convivendo com a dor da perda e, principalmente, com a falta de respostas.

Segundo o relato da família, Bruno começou a passar mal durante o atendimento e seu quadro de saúde se agravou rapidamente. A família afirma que houve demora na chegada da ambulância e que, inicialmente, a equipe não contava com médico, sendo necessário também acionar o Corpo de Bombeiros.

A mãe e o pai de Bruno estavam na clínica naquele momento e relatam que não foram informados sobre a gravidade real da situação. O jovem acabou sendo retirado da unidade em uma maca e encaminhado para um hospital.

Bruno permaneceu 19 dias em coma e entubado, lutando pela própria vida. Apesar dos esforços médicos, não resistiu e morreu.

Um ano depois, a cobrança continua

De acordo com a família, processos éticos envolvendo profissionais relacionados ao caso ainda estão em andamento. O inquérito criminal, segundo os familiares, foi encaminhado ao Ministério Público há meses, mas até o momento não houve responsabilização criminal.

Para a família, a passagem de um ano não diminuiu a dor.

“Quem nunca perdeu um filho talvez diga que o tempo cura. Não cura”, afirma o pai de Bruno, que diz não existir um único dia em que não pense no filho.

Bruno era descrito pela família como um jovem alegre, sorridente e cheio de planos. Gostava de videogames, motos e de estar ao lado dos familiares. Mesmo enfrentando problemas de saúde, mantinha projetos para o futuro.

“Bruno queria viver”, afirma a família.

Neste aniversário de um ano da morte, os familiares reforçam que a luta não é por vingança, mas por Justiça, respostas e responsabilização.

A família também faz um apelo para que o caso não seja esquecido e para que as autoridades concluam as investigações.

“Quantas outras famílias precisarão passar pelo mesmo sofrimento antes que alguém seja responsabilizado?”, questionam os familiares.

Para eles, a memória de Bruno precisa permanecer viva não apenas dentro de casa, mas também na sociedade.

“Meu filho tinha nome. Tinha sonhos. Tinha família. Tinha uma vida inteira pela frente. E enquanto eu respirar, continuarei lutando para que sua história não seja esquecida e para que a Justiça finalmente seja feita”, afirma o pai.

A família pede que a sociedade compartilhe o caso e que a imprensa continue acompanhando o andamento das investigações e dos processos relacionados à morte de Bruno.