MÃE É PRESA EM FLAGRANTE SUSPEITA DE MANTER A PRÓPRIA FILHA EM CÁRCERE PRIVADO E SUBMETÊ-LA A CICLO DE VIOLÊNCIA EM SÃO GONÇALO
Uma mulher foi presa em flagrante pela Polícia Civil, nesta segunda-feira (17), suspeita de manter a própria filha adolescente em cárcere privado e submetê-la a um longo ciclo de agressões e ameaças, em uma comunidade do bairro Santa Luzia, em São Gonçalo.
A ação foi realizada por agentes da 74ª DP (Alcântara), sob coordenação do delegado titular, Dr. Antonio Silvino Teixeira, após a unidade receber informações sobre uma adolescente que estaria sendo impedida de deixar a residência e sofrendo maus-tratos.
Ao chegarem ao imóvel, os policiais encontraram a adolescente ao lado da mãe. Segundo a Polícia Civil, a menina apresentava sinais de medo e forte abalo emocional. O imóvel também apresentava condições precárias, com lixo, presença de animais e forte odor de comida estragada.
Durante o atendimento, a adolescente relatou aos agentes que sofria agressões e ameaças e que, em algumas ocasiões, teria sido amarrada e impedida de sair de casa.
Durante a diligência, os policiais encontraram medicamentos psicotrópicos e uma corda dentro do quarto. No quintal, também foram localizados pedaços de madeira quebrados e fragmentos de tijolo que, segundo o relato da vítima, teriam sido utilizados nas agressões.
A adolescente ainda relatou episódios de violência sexual relacionados a um período anterior, quando a mãe mantinha um relacionamento com um homem que atualmente está preso. Segundo o depoimento, a mãe permitia que a filha dormisse no mesmo local que o homem.
A vítima foi encaminhada para escuta especializada, onde teria detalhado os episódios de violência e confirmado outros casos de violência sexual.
Diante dos relatos e dos elementos encontrados durante a ocorrência, a mulher, identificada pelas iniciais J.F.C., foi presa em flagrante. Ela foi autuada pelo crime previsto no artigo 129, §9º, do Código Penal, e permaneceu à disposição da Justiça.
A investigação continua para esclarecer todos os fatos relatados pela adolescente e verificar a possível participação de outras pessoas.
A Polícia Civil reforçou a importância das denúncias para que situações de violência contra crianças e adolescentes sejam identificadas e interrompidas.
