Idosa passa mais de 1 mês internada em hospital de Niterói à espera de ressonância que só foi marcada para setembro
Aos 62 anos, paciente sente fortes dores, tem dificuldade para se movimentar e, segundo a filha, não consegue sequer sentar sem sofrimento. Família questiona demora e decisão de possível alta antes do exame
Uma idosa de 62 anos está há mais de um mês internada no Hospital Estadual Azevedo Lima, no Fonseca, Zona Norte de Niterói, aguardando uma ressonância magnética considerada necessária para avaliar um problema na coluna. O exame, segundo a direção da unidade, foi agendado somente para o dia 9 de setembro.
Ilzimere está internada desde 24 de junho, após procurar atendimento médico por causa de fortes dores, dificuldade para caminhar e problemas para permanecer em pé. A demora na realização do exame levou a família a questionar a condução do caso e a previsão para continuidade do tratamento.
Segundo a filha, Michele Corrêa, a idosa possui hipertensão e insuficiência renal decorrente do diabetes e precisa realizar hemodiálise três vezes por semana. Durante a internação, ainda de acordo com a família, ela apresentou anemia e uma infecção urinária.
A situação provocou ainda mais preocupação após a família ser informada sobre a possibilidade de alta hospitalar. Michele afirma que a mãe ainda sente fortes dores e não teria condições de permanecer em casa sem o devido suporte.
A filha também questiona como a paciente poderá aguardar até setembro pela ressonância, principalmente diante das limitações provocadas pelas dores.
Segundo a família, o Hospital Estadual Azevedo Lima não possui o equipamento necessário para realizar o exame, sendo necessária a transferência para outra unidade. Diante da situação, Michele afirma que pretende procurar a Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro.
Hospital confirma exame para setembro
Procurada, a Secretaria de Estado de Saúde informou que consultou a direção do Hospital Estadual Azevedo Lima.
A unidade confirmou que Ilzimere está internada desde 24 de junho e informou que a ressonância magnética foi agendada para 9 de setembro.
A família, entretanto, afirma que não havia sido comunicada anteriormente sobre a data do procedimento.
O hospital também não esclareceu se a paciente permanecerá internada até a realização do exame ou se receberá alta para aguardar o procedimento em casa.
A direção também não informou quais medidas de assistência seriam oferecidas caso a alta seja efetivada, como cadeira de rodas ou atendimento domiciliar.
Sobre os relatos da família de que a idosa teria apresentado anemia e infecção urinária durante a internação, o Hospital Estadual Azevedo Lima não se manifestou.
