São Gonçalo debate políticas públicas de saúde para população negra
A Secretaria de Saúde da Prefeitura de São Gonçalo realizou o seminário “Olhares e Vozes da População Negra: Construindo Políticas Públicas Humanizadas para a População em Situação de Vulnerabilidade Social” no Teatro Municipal de São Gonçalo, no Centro, nesta terça-feira (28). Com organização do Programa Municipal de Atenção Integral à Saúde da População Negra em parceria com o Consultório na Rua (CnaR), o evento reuniu profissionais da saúde da rede municipal e convidados.
A iniciativa teve como objetivo promover um espaço de reflexão, diálogo e construção coletiva de estratégias voltadas ao fortalecimento das políticas públicas de saúde no Sistema Único de Saúde (SUS), com ênfase na equidade racial, na promoção de saúde e na atenção integral às pessoas em situação de vulnerabilidade social.
“A gente está dando voz para a população negra. E é se fazendo aos poucos que a gente chega no muito. A gente não combate preconceito com frases bonitas, se combate com atitude, com posicionamento. No governo do Capitão Nelson em São Gonçalo, não tem mais espaço para qualquer tipo de preconceito. Esse seminário é o exemplo disso e virão outros”, disse o secretário municipal de Saúde, Gabriel Mello.
O seminário também evidenciou os avanços, desafios e perspectivas das ações desenvolvidas no município alinhadas à Política Nacional de Saúde Integral da População Negra, contribuindo para a qualificação das práticas e para o fortalecimento da rede de atenção à saúde.
“Hoje, estamos aqui para buscar o melhor para o município. Dentro do programa, nós fazemos as capacitações e trabalhamos muito na questão do respeito às diferenças, da questão da igualdade. Vamos refletir sobre tudo que será apresentado e que a gente consiga colocar em prática efetivamente nas unidades de saúde”, concluiu a coordenadora do Programa Municipal de Atenção Integral à Saúde da População Negra, Belmira Félix.
Para Lidiane Salles, coordenadora do CnaR, a pauta é de extrema importância e fortalece a atuação dos profissionais dos serviços de saúde na construção de um SUS mais justo, mais humano e mais acessível para todos.
“A minha intenção é que o dia seja muito produtivo e que a gente saia daqui com garantias de políticas públicas efetivas e direitos construídos. Que sejam discutidas as ideias apresentadas durante esse dia intenso de trabalho e que saiam propostas para que a gente possa trabalhar na ponta (unidades de saúde), fortalecendo a garantia de direitos para essa população vulnerável”, finalizou Lidiane.

