Megaoperação policial mobiliza mais de mil agentes no Complexo do Salgueiro em São Gonçalo
São Gonçalo (RJ) — Desde as primeiras horas desta quinta-feira (11), cerca de mil policiais civis e militares estão a postos no Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo, em uma nova fase da Operação Contenção, com o objetivo de enfrentar a expansão territorial do Comando Vermelho (CV) e capturar lideranças da facção criminosa. 
A ofensiva busca cumprir 44 mandados de prisão e 25 de busca e apreensão contra integrantes do grupo, entre eles Antônio Ilário Ferreira, conhecido como Rabicó, de 61 anos, apontado como chefe da organização na comunidade e um dos criminosos mais antigos da cúpula da facção. 
Confrontos e barricadas em chamas
Ao entrarem na comunidade, as forças policiais foram recebidas com intenso tiroteio por parte de criminosos, que chegaram a incendiar veículos e montar barricadas para retardar o avanço das equipes. As imagens das ações mostram carros carbonizados bloqueando vias, retirados posteriormente pelos agentes. 
As autoridades mantêm desde cedo um forte aparato logístico composto por 20 blindados, duas aeronaves, 123 viaturas e ambulâncias do Grupamento de Salvamento e Resgate, incluindo veículos blindados, para garantir a segurança dos policiais durante o trabalho nas áreas de risco. 
Impacto na rotina da população
O clima de tensão provocou alterações na rotina dos moradores do Salgueiro. Por medida de segurança, seis escolas municipais foram fechadas e sete unidades de saúde suspenderam o atendimento nesta quinta-feira, conforme informações da Secretaria Municipal de Educação e da Secretaria de Saúde de São Gonçalo. 
Até o fechamento desta reportagem, não havia confirmação oficial de mortos, feridos ou prisões decorrentes da operação. As ações seguem em andamento enquanto as equipes avançam pelas ruas e vielas da comunidade. 
Contexto e continuidade da Operação Contenção
A atual fase da Operação Contenção acontece menos de dois meses após uma megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha, realizada no fim de outubro de 2025, que resultou em mais de 120 mortos, incluindo policiais e suspeitos, e foi considerada uma das mais letais da história do Estado. 
O governador Cláudio Castro reiterou que o Estado continuará a empregar “força máxima e integração entre as corporações” para conter a ação de facções e reafirmar o controle territorial nas regiões afetadas pela criminalidade. 

